sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Hebreus


A civilização hebraica

Povo nômade, que vivia se deslocando em busca de uma terra melhor para plantar. Os Hebreus em Canaã, atual Palestina por volta de 2000 a.C; constituindo tribos autônomas chefiadas pelos Patriarcas (chefes dos clãs).
A história do povo hebreu apresenta-se dividida em períodos como veremos:

I- A era dos patriarcas
Segundo o Antigo Testamento, Abraão foi primeiro patriarca hebreu. Depois dele, os patriarcas foram Isaac e Jacó ( ou Israel). Jacó deixou 12 descendentes que deram origem as Doze Tribos de Israel. Fugindo de conflitos com os filisteus e cananeus, foram para o Egito onde se tornaram escravos, só se libertando com o patriarca Moisés, no chamado Êxodo.

II- A era dos juízes
Na disputa pela posse das terras palestinas, os hebreus criaram os juízes, chefes militares-religiosos, dos quais destacou-se Sansão e Samuel.

III- A era dos reis
As tribos hebraicas acabaram unindo-se e organizando a monarquia, cujos os reis foram Saul, Davi e Salomão. No entanto, com a morte do rei Salomão, os hebreus se dividiram em dois reinos: o de Israel, formado por dez tribos e capital em Samaria; e o de Judá, com duas tribos e capital em Jerusalém. Esta cisão, ocorrida em 929 a.C foi chamada de “Cisma Hebraico”. Essa ruptura acabou favorecendo as incursões estrangeiras. Sob a dominação romana, a exploração e opressão motivaram os hebreus a abandonarem a Palestina, originando a “Diáspora hebraica” no século I d.C.
Neste momento de separação, aparece a crença da vinda de um messias que iria juntar o povo de Israel e restaurar o poder de Deus sobre o mundo.

► Um novo estado de Israel
Somente em 1948 foi recriado um estado hebraico, após a Segunda Guerra Mundial para “amenizar” as atrocidades cometidas ao povo judeu, o Estado de Israel, por decisão da ONU, originando diversos conflitos com os árabes que estavam estabelecidos nas regiões, e isto perdura até hoje.

sábado, 26 de novembro de 2011

Fenícia


A civilização Fenícia
Instalados nas costas do Mediterrâneo, entre a civilização mesopotâmica e egípcia, os fenícios foram essencialmente marinheiros e comerciantes. Várias circunstâncias levaram os fenícios ao comércio marítimo: o pequeno tamanho de seu território; sua proximidade geográfica com o Egito, ponto de parada das caravanas vindas da Mesopotâmia; a costa, que oferecia lugares abrigados para bons portos; os cedros, principal riqueza dos fenícios, e que eram usadas na reconstrução dos navios.
1. Como o comércio exigia um sistema eficaz de registro escrito, os fenícios inventaram uma escrita mais simples do que a escrita cuneiforme da Mesopotâmia e do que os hieróglifos do Egito. O alfabeto fenício compõe-se de vinte e dois sinais, que correspondem às vinte e duas consoantes fenícias. Mais tarde os gregos adotaram o alfabeto fenício, completando-o com as vogais. Esse foi o alfabeto adotado também pelos romanos, com modificações.
2. Os fenícios nunca tiveram um governo centralizado. Seu território era composto de um grupo de cidades-estados, independentes uma das outras e frequentemente rivais. As cidades mais importantes eram Biblos, Arad, Sídon e Tiros, que comerciavam com o Egito trocando madeira por papiro, uma espécie de papel fabricado pelos egípcios. Por isso os gregos chamavam de biblos os rolos de papiro e, por extensão, o próprio livro.
3. A sociedade fenícia era organizada em castas e constituída de sacerdotes, aristocratas, comerciantes, homens livres e escravos. As cidades-estados eram governadas por uma monarquia, na o rei governava assessorado por um conselho formado por representantes dos comerciantes.
4. Na religião, os fenícios ficaram conhecidos pelo seu amplo interesse nas práticas animistas, ou seja, a adoração às árvores, montanhas e demais manifestações da natureza. A Grande Mãe e Baal (deus protetor) eram as duas divindades do universo religioso fenício. Geralmente, os rituais eram executados ao ar livre e incluíam a realização de sacrifícios, sendo que alguns destes sempre contavam com a oferenda dos seres humanos.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A MESOPOTÂMIA


As civilizações do Crescente Fértil
Mesopotâmia
A região pertencia ao chamado Crescente Fértil, situando-se entre os rios Tigre e Eufrates. A própria palavra Mesopotâmia significa “região entre os rios” e sua área é definida pela nascente dos rios nas montanhas da Armênia, até a desembocadura no Golfo Pérsico. Atualmente, a Mesopotâmia corresponde ao território ocupado pelo Iraque.
A Mesopotâmia não possuía proteções naturais (como o Egito, por exemplo, que é cercada por desertos), fato que facilitava o acesso de vários povos à região. Este dado explica o caráter extremamente agitado de sua história política, caracterizado por sucessivas invasões, guerras, ascensão e declínio de diversos reinos e impérios.
Os principais povos que viveram na Mesopotâmia foram:
v  Sumérios (4.000 a.C): fundaram as primeiras cidades-estados do mundo. Criaram a primeira escrita, chamada de cuneiforme.
v  Acadianos: chegaram na Mesopotâmia em 2.300 a.C comandados pelo rei Sargão I.
v  Amoritas: comandados pelo rei Hamurábi da Babilônia, fundou o primeiro “Império Babilônico”, e o primeiro código de leis que se tem notícias – chamado “ Código de Hamurábi”.
v  Assírios: povo conhecido pela sua violência, seu mais importante rei foi Assurbanipal, que conquistou o Egito e criou a biblioteca de Nínive.
v  O segundo Império Babilônico: os assírios foram derrotados por revoltas internas, e pelos povos caldeus e medos. A Babilônia volta ser uma cidade importante, e sob o reinado de Nabucodonosor constroem os “Jardins Suspensos da Babilônia


 Na religião eram “politeístas” e, diferente dos egípcios não acreditavam na vida após a morte, apenas nas ações da natureza. 

O EGITO ANTIGO



As civilizações do Crescente Fértil
 O Egito
O povo africano vivia nas margens do rio Nilo. As enchentes do Nilo fertilizavam o deserto e possibilitavam a agricultura. Por isso, o Egito era uma “dádiva do Nilo”. Os egípcios construíam pirâmides, que serviam de túmulos para os reis. Sua escrita elegante, com desenhos vistosos (hieróglifos), era posta nos papiros (folhas feitas da planta papiro). O “Estado” era muito poderoso e o faraó (rei), era considerado um deus na Terra. A sociedade estava dividida em dois grandes grupos sociais: os privilegiados (nobres, sacerdotes, escribas e funcionários administrativos) e os não-privilegiados (soldados, artesãos, camponeses e escravos).

A economia egípcia era baseada principalmente na agricultura que era realizada, principalmente, nas margens férteis do rio Nilo. Os egípcios também praticavam o comércio de mercadorias e o artesanato. Os trabalhadores rurais eram constantemente convocados pelo faraó para prestarem algum tipo de trabalho em obras públicas (canais de irrigação, pirâmides, templos, diques).
A civilização egípcia destacou-se muito nas áreas de ciências. Desenvolveram conhecimentos importantes na área da matemática, usados na construção de pirâmides e templos. Na medicina, os procedimentos de mumificação, proporcionaram importantes conhecimentos sobre o funcionamento do corpo humano.

A religião desempenhava um papel muito importante na vida das pessoas, deixando marcas em quase todos os setores: na arte era uma expressão do simbolismo religioso; na literatura e na filosofia estavam repletos de ensinamentos religiosos. Quando as pessoas morriam, eram embalsamadas (o cadáver era tratado para não apodrecer) para assim voltarem futuramente, pois os egípcios acreditavam na vida após a morte, este processo era chamado de mumificação. 

AS CIVILIZAÇÕES DO CRESCENTE FÉRTIL


I – As primeiras civilizações
 1- Surge às cidades
Os primeiros passos da História, após a invenção da escrita, foram dados pelos povos que viveram no Oriente Médio, em solos férteis e bastante propícios à agricultura. Foi ai que os homens passaram a ter uma existência mais sedentária, uma vez que as plantações necessitavam de tempo para se desenvolverem. Os agricultores, então, construíram as primeiras vilas, das quais nasceram as primeiras cidades.
Nas cidades, enquanto alguns dos novos “cidadãos” cultivavam a terra, outros se especializavam nos ofícios, utilizando técnicas de metalurgia recentemente desenvolvidas. Outros detinham o poder governamental, e os sacerdotes começaram a registrar por escrito os acontecimentos.

2- O berço das primeiras civilizações
O Egito, a Mesopotâmia e o corredor sírio-palestino constituem o chamado Crescente Fértil, que pode ser considerado o berço das primeiras civilizações.
O “Crescente Fértil” estende-se em arco desde o sudeste do Mediterrâneo até o Golfo Pérsico, incluindo em parte ou totalmente, o atual Egito, Líbano, Israel, Jordânia, Síria, Turquia e Iraque.
Nessa região, as condições naturais – principalmente a existência de rios-favoreceu o aparecimento de civilizações agrícolas. As terras férteis da região propiciaram a fixação de tribos nômades e impulsionaram o desenvolvimento da agricultura, baseada na irrigação, principalmente no Egito e na Mesopotâmia.