domingo, 28 de outubro de 2012

OS DEUSES E HERÓIS GREGOS

Perseu - herói grego que matou a Medusa
  • Os deuses gregos 
Os gregos, ao contrário dos hebreus, eram politeístas. E, ao contrário das religiões orientais, especialmente a egípcia, a religião apresentava um grande número de deuses com aspecto humano. A única coisa que os diferenciava dos seres humanos era a imortalidade.
 Através dos tempos os gregos criaram narrativas e lendas a respeito de vários deuses. Essas narrativas e lendas, cheias de imaginação e fantasia, chamam-se mitos, e o conjunto dos mitos chama-se mitologia.
 Os deuses dos gregos estavam por toda parte: no céu, no mar, sobre a terra e nas profundezas da terra. No céu eles se agrupavam em torno de Zeus, principal deus, soberano do mundo, que reinava no monte Olimpo, a mais alta montanha da Grécia. Junto a Zeus encontrava-se Hera, sua esposa, deusa do casamento, da maternidade, das crianças e dos lares. Zeus, porém, teve muitas aventuras amorosas e, com isso, muitos filhos. Os principais foram: Atenas, deusa da inteligência, do trabalho e da guerra, divindade tutelar da cidade de Atenas; Afrodite, deusa da beleza e do amor; Ártemis, deusa da caça; Hermes, mensageiro dos deuses e protetor dos comerciantes e dos ladrões; Apolo deus da beleza, da verdade e das artes; Hefesto, patrono dos ferreiros. 

  •  Os heróis gregos
 Entre os deuses e os homens havia os heróis. Os gregos acreditavam nas origens de sua história viveram homens extraordinários que, na realidade, eram semideuses, pois haviam nascido de união de um deus com uma mortal ou vice-versa. Esses heróis distinguiram-se por ações extraordinárias, feitos e proezas que estavam acima da capacidade dos mortais.
Cada cidade grega cultuava a memória de um herói. Os atenienses, por exemplo, cultuavam Teseu, fundador de sua cidade. Atribuíam-lhe a pacificação do país, outrora cheio de salteadores. Atribuíam-lhe também a morte do Minotauro, um ser metade homem e metade touro.
 Heracles, Hércules para os romanos, foi o herói grego mais conhecido e amado. Filho de Zeus e de uma mortal, Alcmena, foi perseguido pela cólera de Hera. Ela obrigou-o a se colocar a serviço de seu primo Eristeu, que lhe impôs duras provas, das quais Héracles sempre saiu vencedor. Essas provas são conhecidas como “Os doze trabalhos de Hércules”.
Outro herói grego muito famoso foi Prometeu. Segundo a lenda, foi ele quem roubou o fogo de Zeus e ensinou os homens a usá-lo. Havia ainda Perseu, herói de Tirinto, que decepou a cabeça da Medusa, monstro que transformava em pedra quem a olhasse, e Édipo, herói de Tebas, que decifrou o enigma da esfinge, monstro com cabeça de mulher e corpo de leão. Contavam os gregos que no tempo de Édipo uma esfinge propunha enigmas aos viajantes, nas próximas de Tebas, e devorava quem não os decifrasse. Édipo conseguiu decifrar o enigma proposta a ele. O monstro, furioso, precipitou-se no mar.

GRÉCIA ANTIGA

domingo, 25 de março de 2012

A Civilização Chinesa


A civilização Chinesa
A civilização chinesa foi uma das primeiras da humanidade. Por volta de 3.000 a.C já havia algumas aldeias que viviam da agricultura, da pecuária e do artesanato. Tal como a Mesopotâmia, o Egito e a Índia, a China se desenvolveu nas margens de um rio, chamado rio amarelo ou Hoang-ho.
1- A formação de Estado Central
O primeiro grande rei que unificou a China foi Chi Huang-ti, foi ele que deu o nome ao grande país. Os chineses a chamavam de “Império do Centro”. Ele mandou construir a muralha da China, para evitar a invasão dos guerreiros mongóis, mas o que não evitou sua conquista pelo célebre Gênsis Khan.
Esse general brilhante conquistou grande parte da China e, em 1215, ocupou a cidade de Pequim (hoje, capital da China, também chamada de Beijing). De lá, Gêngis Khan levou seus exércitos para dominar a Ásia Central e uma parte da Pérsia.
2- A sociedade chinesa
A maioria das terras férteis pertencia ao Estado ou aos nobres latifundiários. Os camponeses trabalhavam em lotes de terra e eram obrigados a entregar grande parte do que produziam ao governo ou ao nobre, moravam em cabanas de palha e barro, comiam grãos contados de arroz. Nas cidades viviam os comerciantes e artesãos, eles também tinham uma vida difícil.
Os nobres viviam em palácios enormes, construídos com todo luxo e requinte. Esses palácios eram adornados com figuras de dragões feitas de ouro, vasos caríssimos de porcelana, cortinas de seda e muitos objetos de luxo.
3- A economia chinesa
A agricultura era a principal atividade da economia chinesa antiga. Por isso, os dois grupos principais da sociedade estavam ligados à terra: os camponeses e os nobres.
  • A base da atividade agrícola, ao norte, era o cultivo do painço, uma espécie de gramínea usada na alimentação humana e de animais domésticos. Também se cultivava cevada, arroz, trigo, melão, pepino, cebola e outros produtos. Destacavam-se também as culturas da amoreira, cujas folhas eram usadas como alimento para as criações de bicho-da-seda, e o cânhamo, utilizado na produção de tecidos.
  • Na China da dinastia Chou, havia também uma intensa exploração de madeiras e criava-se gado. No artesanato desse período, destacou-se a tecelagem da seda, atividade executada em geral pelas mulheres, e a fabricação de objetos de madeira e bronze.
4- A cultura chinesa
Os grandes inventores do papel, da pólvora e da bússola foram os chineses. Também foram eles que inventaram os estribos nos cavalos e, o carimbo de mão. Durante séculos, os europeus nem imaginavam essas coisas. Na Europa, só foram utilizar essas invenções por volta dos séculos XIII e XIV d. C.
Mesmo assim porque os árabes aprenderam com os chineses e depois ensinaram aos europeus, na Idade Média.
Oitocentos anos de o alemão Gutenberg inventar a imprensa, os chineses já esculpiam o texto num pedaço de madeira, mergulhavam na tinta e imprimiam sobre um papel muito fino. Como se fosse um carimbo.
Os chineses eram bons no teatro, na dança e na música. Suas pinturas feitas sobre rolos de seda eram famosas pelo cuidado artesanal. Os chineses amavam também a poesia, seus versos eram delicados e sutis.
A cultura chinesa influenciou muito os povos vizinhos. O Japão e a Coréia tinham sua própria cultura, mas absorveram muitas coisas dos chineses. 

 CURIOSIDADES:
  • Tao: o princípio de todas as coisas
No século VI a.C., o sábio chinês Lao-tsé escreveu o livro Tao- Te Ching. Nesse livro consta que o Universo inteiro é feito por dois princípios fundamentais: Yin e Yang.
Yin e Yang são princípios opostos. O Yin é o princípio feminino da realidade. Dessa forma, são Yin o frio, o molhado, o escuro, o ódio, o estático etc. O Yang é o oposto do yin. Ele é o princípio masculino: o quente, o seco, o claro, o amor, o dinâmico etc.
Lao-tsé ensinou que todas as coisas têm Yin e Yang. Quando a mistura é bem dosada, então existe equilíbrio. Esse princípio de harmonia Yin/Yang é o Tao. O Tao vale para tudo na vida: para um exército vencer a batalha, para a comida ser saudável, para a escolha das amizades, para curar uma doença, para trabalhar com disposição etc.

domingo, 11 de março de 2012

A Civilização Indiana



A civilização Indiana

1- Índia
Nas margens do rio Indo (atual Paquistão), por volta de 2.500 a.C, desenvolveu-se a primeira civilização de que se tem notícia na Índia.
Por volta de 1.500 a.C, pastores nômades semibárbaros, vindos da Ásia Central ou Norte da Europa, cuja língua é indo-européia, chamados arianos, vieram para o continente indiano, os invasores arianos (povos asiáticos de pele clara) dominaram o território indiano.
Ao chegar ao vale do rio Indus encontraram uma civilização muito antiga cujos habitantes eram os dravidianos. Os arianos invasores atacaram e destruíram esta civilização. Este povo fugiu para o Sul da Índia. Foram estes arianos que compuseram os Vedas em sânscrito e desenvolveram a grande civilização ao redor do rio Ganges.
Do encontro entre a cultura ariana e a antiga cultura dravidiana nasceu a cultura hindu (indiana).

2- O Período Védico 1500 a 500
O período védico iniciou se por volta de 1500 a.C. e durou até o século VI a.C. O Império Indiano formado era controlado pelos arianos. A língua falada na região passou a ser o Sânscrito, uma mistura da língua primitiva com a língua ariana. Os arianos se achavam superiores aos habitantes nativos da Índia.
Para se perpetuarem no poder eles escreveram os Vedas, os livros do conhecimento. Segundo o Vedismo, todas as pessoas ao nascerem já têm seus destinos determinados pelos deuses. Baseado nestes preceitos a sociedade indiana foi divida em classes, as chamadas castas.
Os vedas são distribuídos em rigveda, yajurveda, samaveda e atarvaveda. São 4 livros sagrados escritos em Sânscrito.
Hoje no mundo indiano existem milhares de castas, mas, no início da civilização existiam apenas 4.

3- A sociedade de castas
A sociedade indiana estava dividida em grupos sociais chamados de “castas”. Existiam castas ricas e importantes, e castas humildes e pobres. O sistema de castas era rígido e hereditário, tudo estava justificado pela religião hinduísta. Ficando assim a sociedade indiana:

  • Brâmanes- Pertenciam a elite. Vieram da cabeça de Brahma, exercem a função de sacerdotes do vedismo, responsáveis pelos ensinamentos das leis de Brahma;

  • Xátrias- Comandavam o exército. Oriundos dos braços de Brahma. Exercem a função de guerreiros e responsáveis pela liderança política;

  • Vaixás- Oriundos das pernas de Brahma. Exercem a função de comerciantes;

  • Sudras-  Vindos dos pés de Brahma exercem a função de camponeses, artesãos e operários, os servos;

  • Párias- A classe mais discriminada da sociedade hindu. São considerados intocáveis e conhecidos como Dalits.

4- A construção do Império indiano
 Quase tudo o que se conhece com segurança da situação política é que no decorrer do I milênio a.C. se estabeleceram 16 estados autônomos. Os reinos mais importantes foram Avanti, Vamsas e Magadha, que em meados do século VI a.C. se transformou no reino dominante. Durante o reinado de seu primeiro grande rei Bimbisara (543-491 a.C.), Buda e Vardhamana Jnatiputra ou Nataputta Mahavira, fundadores do budismo e do jainismo respectivamente, pregaram e ensinaram em Magadha.

No ano 321 a.C. Chandragupta tomou o controle de Magadha, fundou a dinastia Maurya de reis indianos, estendeu sua soberania sobre a maior parte do subcontinente e converteu o budismo na religião dominante. O poder centralizado não durou muito tempo. Durante séculos a Índia ficou dividida em vários reinos governados por rajás.

Em 500 a.C. 16 reinos foram formados na Índia, as chamadas Mahajanapadas. Foi neste período em que o Vedismo deu lugar ao Bramanismo, religião criada a partir dos Upanixades, os últimos livros do Vedismo. Outro acontecimento marcante foi o surgimento do Budismo.

Ao longo de sua história a Índia foi invadida por vários povos estrangeiros, cada um formando um Império no seu tempo.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Império Persa



A civilização Persa
O planalto do Irã, região montanhosa e desértica, situada a leste do Crescente Fértil, entre a Mesopotâmia e a Índia, foi povoado pelos medos e pelos persas. Até o século VI a.C., os medos dominavam os persas. Em 550 a.C., o persa Ciro venceu os medos e fundou o Império Persa. Ciro conquistou um grande território, que compreendia a Ásia Menor e toda a Mesopotâmia. Os domínios persas foram ampliados por seus sucessores: Cambises, que conquistou o Egito em 525 a.C., e Dario I, que dominou a Ásia até o vale do Rio Indo e também uma pequena parte da Europa. 

1- Um grande rei e uma nova administração

Durante o reinado de Dario I, a Pérsia conheceu o apogeu.  Predominava a divisão em “satrápias”, governado e fiscalizada pelos satrápas, os “olhos e ouvidos do rei”. Além disso, Dário I determinou a construção de estradas ligando as cidades de Susa e Sardes. Por essas estradas passavam os correios reais, o exército e as caravanas de mercadores, era também utilizado o dárico, a moeda que estimulou o desenvolvimento comercial. Os povos dominados pelos persas podiam conservar seus costumes, suas leis, sua religião e sua língua. Eram obrigados, porém, a pagar tributos e a servir o exército persa. Dario tentou conquistar a Grécia, mas foi derrotado. Também seu sucessor Xerxes foi vencido pelos gregos. O Império Persa acabou sendo conquistado, em 330 a.C., Alexandre Magno, da Macedônia.

2- A religião e a arte

Os persas acreditavam em dois deuses sempre em luta entre si: Ormuz, deus do bem, e Arimã, deus do mal. O dever dos homens era o de praticar o bem e a justiça, para a vitória final de Ormuz.
Na arte, os persas sofreram forte influência dos egípcios e dos mesopotâmicos. Fizeram construções em plataformas e terraços, nas quais utilizaram tijolos maltados em cores vivas.